Apelo Natural

O mood natural se confirmou como uma das apostas para o décor, pontuando vários cenários assinados por arquitetos e designers dessa edição da CasaCor Ceará. Selecionamos alguns hits da mostra que exploram a tendência em suas diversas cores, texturas e possibilidades.


A ORIGINALIDADE DO FEITO À MÃO

Das escolhas cromáticas às texturas que vestem o mobiliário, o DNA artesanal trouxe à tona a força e, ao mesmo tempo a leveza, dos elementos naturais. Esse equilíbrio deu o tom do “Estar da Família”, ambiente assinado por Ney Filho numa proposta de resgate à cultura sertaneja. Nos detalhes o destaque é a paleta com cores que parecem extraídas de nossas paisagens (areia, verde-mandacaru, entre outras) e o mobiliário em artesania conceitual, da linha home da Catarina Mina.


Matérias-primas com aparência rudimentar vestem as paredes de ambientes de vocação contemporânea.


BELEZA PRIMITIVA

A beleza em seu estado mais bruto também marcou presença nos ambientes da mostra, com ênfase para a rusticidade de materiais como pedra e cimento. Um bom exemplo é a Suíte da Moça Mundo de Alice, de autoria de Érica Dantas, Fernanda Levy e Juliana Rolim Dias, onde o bruto e o sofisticado contracenam de forma equilibrada, evocando ousadia e contemporaneidade, como mostra o detalhe em destaque à esquerda. Ao lado, o espaço assinado por Ramiro Mendes, batizado de “Casulo”, ganha ares de refúgio graças ao aconchego dos revestimentos em seu estado mais puro.


Objetos afetivos que pertencem à família há gerações ou garimpados em feirinhas de antiguidades dão um toque vintage e pessoal às ambientações. 


RETRÔ 2.0

Além de revelarem um olhar para a natureza, alguns espaços também miram no passado, imprimindo um charme único ao décor. É o que podemos ver na proposta de Érico Monteiro, que investiu no mix de objetos vintage para criar um ambiente pessoal e à prova do tempo. Anik Mourão, com seu “Loft Cinquentinha” (ao lado), também se valeu da estratégia para criar um cenário original e cheio de charme, tirando partido do rico diálogo entre o passado e o presente.


Com cara de casa da vovó, os móveis de palhinha retornam a cena em uma leitura moderna.


TRAMA AFETIVA

Sabe aquela cadeira de balanço da casa da vovó, com detalhe em palhinha? Os móveis queridinhos da vez lançam mão desse mesmo efeito trançado para resgatar a memória afetiva, mas ganham contornos contemporâneos e assim se adaptam aos novos tempos. Uma mostra do resultado é a sala de jantar, à esquerda, do loft assinado por Anik Mourão, que traz o trabalho no espaldar alto da cadeira assinada por Sergio Rodrigues. Ao lado, ilustrada com o projeto de Lucila Mendonça, a palhinha surge na cabeceira da cama, fazendo um contraponto ao efeito moderno da mesa metálica.

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