Hermínia Lopes no Alasca, o país gélido dos EUA

O grande Alasca reserva cenários que vão além das geleiras, com uma natureza de tirar o fôlego, boa arte e gastronomia impecável. Hermínia Lopes esteve por lá e nos conta sua experiência.

Hermínia Lopes e Marcos Monteiro

O Alasca é conhecido por ter invernos longos e frios, com noites extensas e verões curtos. Mas nem tudo é frio na “Grande Terra”, tradução da palavra Alasca. Até mesmo as monumentais geleiras, nascidas ainda na Idade do Gelo, possuem outros encantos além da algidez. Aliás, são justamente as geleiras que proporcionam as melhores paisagens. Conforme a luz do sol reflete em sua superfície, novas imagens e cores surgem. Elas impressionam também pela imponência e extensão, mas não são nem de longe o único destaque desse grande estado americano. Além do mais, se engana quem pensa que os cenários gélidos ofuscam a plenitude da natureza viva do local, composta por lagos imaculados, montanhas majestosas e a profusão da vida selvagem, que podem ser apreciadas nos parques naturais, como Chugach State Park ou Kenai Fjords National Park, ambos na cidade de Anchorade. É assim que gelo e vida se complementam de maneira sublime, transformando esse destino em um programa apaixonante.

Se o passeio for de barco, o contato com a natureza é ainda maior, sendo possível ver lontras, baleias e golfinhos. E foi justamente esta linda paisagem que encorajou a arquiteta Heminia Lopes a se aventurar não só pela terra firme do Alasca, mas também por suas águas geladas. O passeio não começou de barco, e sim pelo exuberante pôr do sol à meia noite na cidade de Anchorage, a maior do estado, onde a primeira surpresa já a aguardava, o Anchorage Museum: “Um Museu de arquitetura belíssima e um acervo espetacular do cotidiano desses pioneiros”, afirma a arquiteta. O Museu de Anchorage, no Centro Rasmuson, possui uma coleção permanente que traduz os 10.000 anos de história do Alasca por meio de peças relacionadas à cultura, artes e ciências. Logo após, a viagem ganhou a rota de Seward e seguiu a bordo do Navio Celebrity, com paradas previstas em pequenas cidades ao longo da costa: Hubbard Glacier, Juneau-com direito a passeio de trem, Skagway, Icy Strait Point – onde a arquiteta pode curtir as tirolesas em meio à floresta e desfrutar do sabor de peixes da região em deliciosos passeios gastronômicos -, seguindo para Ketchikan e encerrando em Vancouver.

Quem visita o Alasca acaba se estendendo até o Canadá, devido à fronteira que o estado faz com o país. Os Jardins de Butchart, por exemplo, em Victoria-CA, oferecem a exuberância de mais de 700 espécies de plantas, durante o ano inteiro, nas rotas de turismo do Alasca.

Hermínia garante que a experiência valeu a pena: “O navio foi um atrativo à parte, que me surpreendeu pelas inúmeras atrações, envolvendo shows, boa música, culinária internacional e excelentes acomodações, além de spa, piscinas e academia. Isso sem falar nas paisagens deslumbrantes, que podíamos contemplar quando estávamos em alto mar”, conclui a arquiteta que, literalmente, mergulhou na grandeza da natureza, arte, gastronomia e todos os demais superlativos que o grande Alasca oferece.

JUNEAU…

… localizada no sudoeste, capital do Alasca, Juneau
é marcada pela arquitetura do século XX. Dentre os
destaques, estão igrejas e edifícios ortodoxos russos.

Gastronomia

SIMON AND SEAFORT’S. Localizado em Anchored, o restaurante é especialista em frutos do mar desde 1978. A vista panorâmica para as geleiras torna a experiência de almoçar, jantar ou até mesmo de fazer um brunch, um verdadeiro deleite gastronômico e visual.

PASSEIOS EM TALKEETNA. Uma outra ótima opção, com o gostinho rústico do Alasca, são os passeios gastronômicos, na cidade de Talkeetna, próxima ao monte McKinley. Lá, os turistas podem realizar pescarias para pegar os famosos salmões, que são bem típicos da região. Além de experimentar o sabor dos deliciosos peixes, o visitante estreita ainda mais o contato com a natureza exuberante. Um outro prato muito apreciado na região são os king crab, caranguejos gigantes.

Arte Urbana

OS GÊMEOS. Os irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo, nascidos em São Paulo e conhecidos mundialmente como OS GÊMEOS, foram os responsáveis pelo grafite em seis silos industriais de 23 metros de altura. Esta obra à céu aberto faz parte do Projeto Gigantes, que aconteceu na Bienal de Vancouver de 2014, na ilha de Grand Ville, próximo ao Alasca, no Canadá.

Museus

MUSEU DE ANCHORAGE. Localizado, no Centro Rasmuson, o museu da maior cidade do Alasca começou apenas como uma exposição para comemorar 100 anos da compra do Alasca pelos EUA. Atualmente, os 7.400 metros quadrados oferecem uma gama de exposições, incluindo o Centro de Estudos Árticos Smithsonian, com mais de 600 artefatos de nativos do Alasca.

ALASKA AVIATION HERITAGE. O Museu de Aviação do Alaska também está localizado em Anchorage. Desde 1988 ele exibe aeronaves históricas, artefatos e recordações, como forma de fomentar o interesse pela longa história do desenvolvimento e progresso da aviação no Alasca. O prédio possui mais de 30 aeronaves em exposição, um hangar de restauração, simuladores de vôo e dois teatros.

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