Coração Sertão

POR GENTIL BARREIRA

Fotógrafo com foco na inovação e na criatividade, o artista revela em seu mais recente trabalho que a fotografia é a profissão que expressa a vida através da luz, e desenvolve novas possibilidades e técnicas, explorando características únicas dessa linguagem.

Imagem do livro Coração Sertão, que retrata a poesia estética do sertão, revelando, em preto e branco, os opostos de sol e chuva, de verde e seca, de vida e morte. Com fotos impressionantes de um lugar que todos conhecemos, o fotógrafo capta cenas que vão da aridez da caatinga aos verdes arbustos das colinas.

É sempre na estação das chuvas que retornam as velhas histórias. A frase é da escritora Natércia Campos, e compõe o ciclo de poesias que o profissional escolheu para pontuar a sua nova série, Coração Sertão, livro em que ele intercala poesia e imagens. Gentil atua no mercado de publicidade, moda, retratos e arquitetura, além de desenvolver, paralelamente, trabalhos no campo artístico da fotografia. Em seu processo criativo, o que mais preza é o desenvolver de novas possibilidades do olhar e da técnica fotográfica, explorando as características únicas dessa linguagem. Gentil Barreira foi pioneiro ao introduzir a fotografia de arte nos salões do Ceará e por diversas vezes premiado no Salão de Abril. Também participou de coletivas no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura; na Galeria Funarte, Rio de Janeiro; no Mês Internacional da Fotografia, em São Paulo; no Festival Paraty em Foco; no Festival Encontros da Imagem, em Portugal. Tem obras no acervo do Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura; no Museu da Fotografia da Cidade de Curitiba, no Museu da Imagem de Braga, na coleção de Silvio Frota e na Imagem Brasil Galeria. Fotografar com foco na inovação e na criatividade é a característica mais marcante do artista, e esse traço está bem presente em sua recente obra também. Para inspirar o projeto, Gentil percorreu mais de 30 municípios do sertão cearense por três anos, mirando captar em sua lente a poética dos cenários formados ora pela chuva, ora pela estiagem. O resultado é uma verdadeira obra de arte, na qual o leitor pode contemplar as belas paisagens do sertão em duas estações. Barreira documentou o ciclo de vida da natureza e os sinais de sua transformação, sem fugir da definição de sua arte. “Fotografia é a profissão que expressa a vida através da luz”, conclui.


As fotos expressam a dicotomia beleza e sofrimento, pois mostram, no lírico agreste cearense, a falta d’água no solo castigado pelo sol.


As paisagens opostas do sertão cearense estão presentes em imagem e poesia no livro de Gentil. Lançado em março, segue em exposição na Imagem Brasil Galeria, as fotos da recente publicação.
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