Arte que conta Histórias

POR CLÁUDIO CÉSAR

Situações do cotidiano e a relação do homem com a natureza são apenas algumas das inspirações deste artista carioca de alma cearense.

Nas artes plásticas, muitos nomes se destacaram por imprimir cor e beleza ao cotidiano de pessoas comuns, transformando situações corriqueiras e aparentemente simples em complexas – e surpreendentes – manifestações artísticas. E é justamente essa a principal característica do trabalho do pintor, escultor e desenhista Cláudio César, que, com talento e ousadia, transporta para suas obras questões e fatores sociais, mas sem deixar de lado a relação intrínseca entre o homem e a natureza. Tanto que o próprio artista classifica a sua arte como “descricionista”, justamente porque ela cumpre a nobre função de contar histórias – em vez de palavras, utiliza tintas e formas precisas e elegantes, marcas tão características do seu trabalho, que são verdadeiras crônicas urbanas. Talvez a sua identidade e as próprias experiências vividas, entre mudanças e viagens, também tenham ajudado a moldar o seu estilo.

Nascido no Rio de Janeiro, mas cearense de coração, o artista estudou, ainda jovem, Desenho Básico e Desenho de Publicidade no Senac-RJ, além de fazer outros cursos ligados à arte. Formado em Direito, chegou a atuar na área, mas, em pouco tempo, percebeu que a verve artística falava mais alto. “Dei-me conta que já era artista, mesmo advogando”, afirma César, que costumava desenhar na capa e nas folhas dos processos, quase sempre de forma intuitiva, sem perceber o que, de fato, estava fazendo. Foi a partir daí, mais precisamente em 1992, que, sabiamente, decidiu dedicar-se exclusivamente às atividades artísticas, quando passou a chamar ainda mais atenção graças ao seu estilo expressionista figurativo, com obras que flertam com temas tão múltiplos quanto a própria condição humana, como o drama, o humor, o erotismo, o feio, o belo e a solidão, por exemplo. Com mais de 20 anos de carreira, o artista coleciona prêmios, como a menção honrosa no 49º Salão de Abril e o 1º lugar no VI Projeto Navegarte, além de já ter participado de mais de 50 exposições, entre individuais e coletivas. Seu talento, inclusive, ultrapassou fronteiras e ganhou admiradores fora do Brasil, quando teve a chance de participar de mostras em países como Itália, Portugal e Cabo Verde. Com tantas situações vividas e por tudo aqui aquilo que ainda está por vir, Cláudio César segue inspirado e inspirando os amantes das artes plásticas, que podem, sim, ter uma função além da estética.

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