Efeito Plissado

O efeito plissado da moda surge na arquitetura em obras monumentais que intrigam o olhar com sua volumetria, movimento e efeitos óticos inusitados. Os materiais são os mais variados, vão do concreto passando pelo vidro e até o metal, mas a ideia é a mesma, um design pós-moderno que nos remete a um futuro enigmático.

Abajur com efeito plissê em tecido especial de algodão.
Centro de Pesquisa Biomédica Pamplona, na Espanha, projetado pelo grupo Vaíllo & Irigaray + Galar.

Sabe aquele vestido de alta costura marcado pelo dinamismo e pela riqueza dos detalhes em plissê, que parecem ter sido feitas uma a uma? O efeito das dobras que dão vida às peças foi criado há mais de um século pelo estilista espanhol Mariano Fortuny, tornando-se uma técnica copiada mundo afora pelos adeptos da haute couture. Depois da moda, é a vez da arquitetura se render ao charme do efeito plissado. A antiga arte de fazer pregas é usada hoje de forma tecnológica, em vários setores da indústria, para criar formas esculturais e acrescentar dinamismo por meio da volumetria e das sensações de movimento que elas promovem. Os novos adeptos dessa arte são os edifícios, com linhas que parecem se mover ao mesmo tempo em que desafiam a gravidade, construídos em estaturas gigantescas. Um exemplo monumental e pioneiro encontra-se no México, o Centro de Arte da Universidade de Arquitetura e Design de Monterrey, projetado por Tadao Ando, que foi feito para criar um contraste do prédio com as montanhas dos arredores, num conceito inovador.

Já o Centro de Pesquisa Biomédica, na Espanha, foi inspirado na técnica japonesa de origami, com acabamento em placas perfuradas de alumínio, realizado pelo grupo Vaíllo & Irigaray + Galar. Outra que aderiu à tendência foi a arquiteta iraquiana Zaha Hadid, ao projetar o Eli & Edythe Broad Art Museum, na Universidade Estadual de Michigan – EUA. Construído em aço e concreto, com um exterior de vidro, projetado em três níveis e um interior com curvas sinuosas. Os 46 mil m² em forma escultural interna e externa, são feitos pela combinação de uma série de pregas metálicas e janelas de vidro, resultando em uma estrutura com intrigantes dobras que parecem abrir e fechar, a depender do ângulo que se olha, porém sem nunca revelar seu conteúdo. Outro exemplo desta arquitetura monumental é o Pavilhão Temático One Ocean, na Coreia do Sul. Projetado pelos arquitetos Stefan Rutzinger, Martin Oberascher, Kristina Schinegger e Günther Weber, a ideia era remeter ao oceano, por isso, suas formas tem um conceito espacial em ondas, passando a sensação de movimento contínuo graças às suas intermináveis curvas. Não é a toa que essa formas desconstruídas de alta complexidade já são um marco da arquitetura pós-moderna, conquistando o mundo com sua intrigante fluidez e ritmo.

Volumetria e formas monumentais

O Pavilhão Temático One Ocean, na Coreia do Sul, projetado com plissas que abrem transformando-se em janelas e outro ângulo do Centro de Pesquisa na Espanha. Ao lado, biombo da Altreforme & Moschino.


O efeito plissado permite diferentes efeitos nos edifícios, desde falso movimento até um interessante contraste com a paisagem local.


A renomada arquiteta Zaha Hadid venceu uma competição com seu projeto de efeito plissado, com estrutura em concreto, aço e vidro, para projetar o prédio Eli & Edythe Broad Art Museum, na Universidade Estadual de Michigan – EUA. Um contra-plongée de um prédio com plissas discretas. Luminária Calicot da marca Roset Italia.

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