Estilo Pop

Nascida na década de 1950 e fortemente influenciada pela cultura de massa, o movimento artístico da Pop Art democratizou a arte, tornando-se referência pela linguagem dinâmica, irônica e vibrante, em que celebridades, bens de consumo e objetos banais ganharam status cult sob a ótica colorida e nada convencional de seus artistas. Inspire-se na ideia e deixe sua casa mais alegre, envolvente e criativa!


Influência sessentinha

O estilo traz fortes influências da década de 1960, período em que a Pop Art se desenvolveu nos Estados Unidos e se popularizou em todo o mundo. Atualmente, o movimento é revisitado com nostalgia e criatividade, por meio da paleta vibrante e das formas pouco convencionais que dão vida aos móveis e objetos que compõem a casa neopop. O destaque do ambiente da Delightfull é a composição de cores das cadeiras, juntamente com o pendente Sinatra vermelho, de design estrutural em bronze e alumínio. Com ambientação que também traz a assinatura da marca, as cores vivas, as formas circulares e o letreiro luminoso revelam a influência do estilo na atualidade.


Espírito nostálgico

Lembrado com nostalgia nas ambientações contemporâneas, o Pop Art pode vir à tona em objetos e elementos do passado ou itens atuais que, de alguma forma, revisitam seus conceitos. No ambiente assinado pela dupla Gina Paiva e Aline Almeida, o jukebox – aparelho de som característico das décadas de 1950 e 1960 – ganha espaço na garagem, especialmente pensada para abrigar um motorhome, com uma atmosfera pop graças as formas geométricas, cores vibrantes e objetos que referenciam o movimento. A proposta de Susana Clark Fiuza traz um layout mais fluido e dinâmico, preceito que revolucionou o ambiente doméstico tornando a casa mais flexível e comunicativa. Para compor essa atmosfera nostálgica e anticonvencional, a arquiteta também tomou partido do mobiliário em linhas curvas e da gama de cores vivas, em tons de azul e laranja, que contracenam com a base neutra.


Signos pop

A base neutra, em tons de cinza, preto e branco, ressalta o colorido dos quadros e dos símbolos do Pop Art trazidos para a ambientação, projetado por Inês Porto e Beatriz Câmara, em que a dupla de bancos referencia um dos principais nomes do movimento, Andy Warhol. O artista, conhecido por retratar, de forma irônica e bem-humorada, personagens e produtos, como as sopas Campbell’s, também inspira a composição de quadros, que traz uma versão pop de Frida Kahlo ao lado de outros desenhos e dizeres. A proposta pop da Rafaela Carvalho e Mayara Melo traz papel de parede com padrões geométricos, cores vivas pontuais, retratos urbanos e almofada com a bandeira inglesa.


Warhol mania

O cinema e a publicidade, assim como os personagens do show business, foram inspiração recorrente para a Pop Art e seus representantes. Revisitados com ironia, esses ícones se tornaram protagonistas de muitas das obras que marcaram o período, ganhando espaço nos interiores de ontem e de hoje. No living, assinado por Celina Fiúza, o mobiliário em vermelho vibrante, com texturas e acabamentos diversos, como laca e capitonê, contracena com heróis dos quadrinhos, retratados pelas ilustrações que vestem as paredes e por Action Figures que mais parecem esculturas, revelando a afinidade do morador com a cultura geek. O recanto projetado pelo arquiteto Roberto Pamplona Jr. também tira partido da estética warholiana, com quadros que revisitam mitos do passado e trazem um toque de humor e descontração para o décor de base neutra, em tons de preto e cinza.


Frescor Juvenil

Bem-vindo em diversos cômodos da casa, o estilo pop traz uma certa ousadia para as ambientações, principalmente pelo seu caráter colorido e irreverente. É o caso desse projeto de Maria José Lopes, idealizado para uma adolescente, que tem como destaque a vibrante paleta, em pink e laranja. No ambiente, da Altreforme, a influência pop está no padrão ótico, em preto e branco, do mobiliário e nos quadros, com fotografias ou pinceladas intensas, que arrematam a proposta.


O estilo Pop Art tem suas raízes na Inglaterra de 1950, embora tenha se difundido na década seguinte, impulsionado pela sociedade consumista que se desenvolvia nos Estados Unidos. O movimento surgiu como uma crítica irônica ao capitalismo, por meio da produção em série de objetos da cultura de massa – como cinema, televisão, revistas em quadrinhos e outdoors urbanos -, e da criação de ícones do show business, tornando a arte democrática e acessível a todos os estratos sociais e culturais. A Pop Art recicla e ressignifica, com doses de criatividade e cores vibrantes, diversos símbolos que já habitavam no imaginário coletivo do consumidor, como garrafas de Coca-Cola, sopas enlatadas, cartazes de cinema… Daí a popularidade do movimento, revisitado pelas artes e pelo design até os dias de hoje. Entre os principais representantes do período estão Andy Warhol, que utilizava signos da propaganda em sua obras através de colagens, serigrafias, materiais descartáveis e tintas acrílicas, e Claes Oldenburg, com uma obra que elimina qualquer vestígio de pintura, permanecendo apenas as coisas-imagem, ampliadas e exageradas nas cores berrantes, inaugurando o conceito de macro-objetos. Incorporada na arquitetura, a inspiração Pop Art adquire um novo sentido e função, que permite criar ambientes com uma atmosfera dinâmica, colorida e lúdica. Marcada pela anticonvencionalidade, a ambientação adquire um caráter mutável, em que nada pode ser predeterminado e os espaços são vividos de forma mais livre, adaptados ao novo ritmo da vida contemporânea. Nesse contexto, a casa ganha projetos provocativos, com uma paleta vibrante e psicodélica, peças de plástico e acrílico com formas arredondadas, imagens gráficas e muitos outros acessórios usados de maneira informal. Tapeçarias e texturas óticas também entram em cena, alterando a percepção das paredes e tornando-as mais livres e dinâmicas. Era o início de um período de relativo bem-estar, no qual o high-touch sobressai ao high-tech, como sinônimo da máxima expressão de um espaço autêntico e emocional, conceito desejado até hoje.

Os três espelhos e a parte superior em carvalho são sustentados por base em ferro.

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